Eu rompi parcialmente um ligamento no tornozelo direito.
Sim, eu sei que pode não parecer a informação mais relevante do mundo, mas justifica a minha ausência nas páginas deste blog.
Você pode pensar rapidamente: mas Daniel, por que uma lesãozinha no pé te privou de escrever sentado, em um teclado, com os dedos e com a mente que seguem intocados pelo exame de imagem?
A resposta é que eu não sei direito. De verdade.
E talvez seja porque eu consegui uma desculpa para parar de fazer, para evitar isso aqui, porque eu tenho receio de fracassar. Porque eu tenho medo que não vá pra frente.
Porque eu sou um covarde.
E por eu ser um covarde, justamente, é que não vai pra frente.
Veja bem, é sim uma merda não conseguir pisar no chão, não poder praticar meus esportes favoritos, engordar, utilizar cigarro como ferramenta de controle de ansiedade.
Tudo isso é horroroso e sim, esses acontecimentos são consequência de um ligamento parcialmente rompido.
Só que o meu coitadismo, a minha falta de vontade de fazer as coisas e deixar de lado minhas iniciativas são sintomas que se escoram em uma mera inconveniência física.
Portanto, dizer que não escrevi porque meu pé estava doendo, como você bem apontou, não faz sentido.
E chega daquele papo de “e tá tudo bem”. “Tem dias que o seu máximo é o menor esforço possível”.
É um papo derrotista!
Não tá tudo bem. Precisa mudar! E vai.
Nem o ligamento teve competência para romper-se por completo.
Mas pode deixar… as palavras que eu reprimi estão afiadas, e loucas pra voltarem ao papel.


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